Cultura - Livro Cabelos Brancos
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- Publicado em quarta, 11 maio 2011 18:36
- Escrito por Fernando Morgado

O que eu aprendi sobre beleza, sexualidade, trabalho, CABELOS BRANCOS, família, autenticidade e tudo o que realmente importa.
Excelente livro de ANNE KREAMER
Uma outra forma de abordarmos a COLORAÇÂO dos cabelos.
"Para muitas mulheres, o cabelo grisalho representa um grande constrangimento da idade que possuem. Por isso, perdem imenso tempo e gastam fortunas com tintas para tentar disfarçar o seu inevitável envelhecimento. Mas, para outras mulheres, os cabelos grisalhos são sinónimo de maturidade e orgulho. É o caso de Anne Kreamer, a autora deste livro, uma lição sobre como equilibrar beleza e autenticidade.
Anne relata o seu processo pessoal de descoberta e auto-aceitação a partir do momento em que decidiu deixar de pintar o cabelo, depois de 25 anos de devoção às pinturas. Conta também como os cabelos brancos a reposicionaram no mundo, proporcionando-lhe uma nova visão da beleza, do sexo, do trabalho, do seu papel de mãe, da sinceridade, entre muitas coisas que realmente fazem a diferença na vida. Questiona ainda os padrões estéticos e discute o ideal da eterna juventude da sociedade moderna.
Uma meditação sobre o envelhecimento, a sexualidade, a personalidade e a verdadeira essência de uma mulher."
Cultura - Existimos?
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- Publicado em segunda, 28 fevereiro 2011 14:16
- Escrito por Fernando Morgado
Sinopse: Portugal, Hoje - O Medo de Existir aborda traços de mentalidade (desde a inveja à dificuldade de «inscrição») que por serem particularmente acentuados no nosso país, entravam o seu desenvolvimento, abertura ao exterior, e, sobretudo, a sua dinâmica interna. E por «dinâmica interna» José Gil entende «um movimento profundo, para além do plano sociológico, que faz mexer as pessoas e as liberta para todo o tipo de procuras, invenções, experimentações nas várias dimensões da vida».
O livro revela que um pensamento criativo e com conceitos próprios se pode exprimir numa linguagem acessível.
Cultura - A Propósito do Amor... do Padre António Vieira
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- Publicado em terça, 08 fevereiro 2011 22:09
- Escrito por Maria Fernanda Pacheco Neto
A propósito das idiossincrasias do AMOR!!! A lucidez de um padre que até parece que percebia bastante do assunto...
"Os homens não amam aquilo que cuidam que amam. Por quê? Ou porque o que amam não é o que cuidam; ou porque amam o que verdadeiramente não há. Quem estima vidros, cuidando que são diamantes, diamantes estima e não vidros; quem ama defeitos, cuidando que são perfeições, perfeições ama, e não defeitos. Cuidais que amais diamantes de firmeza, e amais vidros de fragilidade: cuidais que amais perfeições Angélicas, e amais imperfeições humanas. Logo os homens não amam o que cuidam que amam. Donde também se segue, que amam o que verdadeiramente não há; porque amam as coisas, não como são, senão como as imaginam, e o que se imagina, e não é, não o há no mundo.
Padre António Vieira, in "Sermões"
Cultura - Para lá das Nuvens
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- Publicado em domingo, 02 janeiro 2011 23:01
- Escrito por Maria Fernanda Pacheco Neto

Aconselho vivamente a verem este belíssimo filme de Michelangelo Antonioni.
Aborda de forma exemplar a questão do público e do privado, bem como o acaso comanda as nossas vidas...
Tendo como tema central o Amor, “Para Além das Nuvens” apresenta-nos quatro fragmentos, quatro slides, do que é ou pode ser uma relação amorosa: o seu início (mais ou menos titubeante, mais ou menos espontâneo); a sua ocasionalidade, expressa numa relação inconsequente ou em algo mais sério; as suas vicissitudes (a traição, a saudade, o medo do abandono, a separação); e a sua impossibilidade absoluta.
Fernanda Neto
Cultura - em nome da... vida
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- Publicado em sábado, 23 outubro 2010 06:20
- Escrito por Fernando Morgado
EM NOME DA TERRA - VERGILIO FERREIRA
«Tenho nas mãos a memória do teu corpo, do boleado doce do teu corpo. As pernas, os seios, deixa-me encher as mãos outra vez. O fio ardente da tua pele. A face. Mal te vejo os olhos, mas o teu olhar cai sobre mim em torrente. Despi-me brusco, deitados os dois na areia, e a fúria, e o limite. E uma só verdade para nós e o universo. Deitados de costas, lemos as estrelas. A paz enorme de horizonte a horizonte. A eternidade. E a necessidade de estarmos lá, para não haver mais nada para fora de nós. Depois erguemo-nos, mergulhámos nas águas.»...
"Querida. Veio-me hoje uma vontade enorme de te amar. E então pensei: vou-te escrever. Mas não te quero amar no tempo em que te lembro. Quero-te amar antes, muito antes. É quando o que é grande acontece. E não me digas lá porquê. Não sei. O que é grande acontece no eterno e o amor é assim, devias saber. Ama-se como se tem uma iluminação, deves ter ouvido. Ou se bate forte com a cabeça. Pelo menos comigo foi assim. Ou como quando se dá uma conjugação de astros no infinito, deve vir nos livros. Ou mais provavelmente esse tempo nunca pára de existir, que é quando realmente existe o que vale a pena existir. Vou pensar melhor a ver se eu próprio entendo."
Vergílio Ferreira